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DROGAS: CONCEITOS BÁSICOS
O termo droga tem origem na palavra “droog”- do holandês antigo, significando “folha seca”, isto porque, antigamente, a maioria dos medicamentos era feita à base de vegetais.E segundo a Organização Mundial de Saúde, é toda substância que introduzida em um organismo vivo, pode modificar uma ou mais de suas funções. Na linguagem popular, droga tem um significado ruim, isto é, coisa sem nenhuma qualidade. Já na linguagem médica, droga é qualquer substância capaz de modificar a função dos organismos vivos, resultando em mudanças fisiológicas ou de comportamento. Portanto, quase que sinônimo de medicamento.

DROGAS psicotrópicas ou psicoativas
São aquelas que atuam sobre o nosso cérebro, alterando de alguma maneira o nosso psiquismo.

DROGAS lícitas
São aquelas permitidas por lei, como álcool e tabaco.

DROGAS ilícitas
São aquelas proibidas por lei, de uso contrário à moral ou direito, como a heroína, cocaína, maconha, etc.

Tóxicos
É toda droga capaz de provocar, após introduzida no organismo vivo, reações graves.

Psicotrópico
É toda droga que tem “tropismo (atração) pela mente” e modifica o comportamento do usuário.

Entorpecentes
É toda droga capaz de provocar, após introduzida no organismo vivo, entorpecimento ou torpor (diminuição das atividade gerais), também conhecida como estupepefaciente.

Narcótico
É toda droga opiácea que introduzida no organismo vivo é capaz de provocar sedação e analgesia (perda da sensibilidade à dor).
Os problemas relacionados ao consumo de substâncias podem aparecer desde a primeira experiência. Um acidente de carro, uma overdose são sempre possíveis quando se utiliza uma droga. Mas apesar disso, a maioria das pessoas evolui para um consumo de baixo risco (por exemplo, o uso social de álcool), ou mesmo abandonam o consumo. Uma parte menor passará a apresentar problemas com mais freqüência e poderão até chegar à dependência.

O QUE É DEPENDÊNCIA?
Dependência é o impulso que leva a pessoa a usar uma droga de forma contínua (sempre) ou periódica (freqüentemente) para obter prazer. Alguns indivíduos podem também fazer uso constante de uma droga para aliviar tensões, ansiendades, medos, sensações físicas desagradáveis etc. O dependente caracteriza-se por não conseguir controlar o consumo de drogas ou alcool, agindo de forma impulsiva e repetitiva.

TODO USUÁRIO DE DROGAS VAI SE TORNAR UM DEPENDENTE?
A maioria das pessoas que consomem bebidas alcoólicas não se torna alcoólotra (dependente de álcool). Isso também é válido para grande parte das outras drogas.
De maneira geral, as pessoas que experimentam drogas o fazem por curiosidade e as utilizam apenas uma vez ou outra (uso experimental). Muitas passam a usá-las de vez em quando, de maneira esporádica (uso ocasional). Apenas um grupo menor passa a usar drogas de forma intensa, em geral quase todos os dias, com conseqüencias danosas (dependêcia).
O GRANDE PROBLEMA é que não dá para saber, quem se tornará um dependente.
É importante lembrar, porém, que o uso ainda que experimental, pode vir a produzir danos à saúde da pessoa.

BEBIDAS ALCOÓLICAS
Aspectos históricos: registros arqueológicos revelam que os primeiros indícios sobre o consumo de álcool pelo ser humano datam de aproximadamente 6000 a.C., sendo, portanto, um costume extremamente antigo e que tem persistido por milhares de anos.
A noção de álcool como uma substância divina, por exemplo, pode ser encontrada em inúmeros exemplos na mitologia, sendo talvez um dos fatores responsáveis pela manutenção do hábito de beber, ao longo do tempo.

Inicialmente, as bebidas tinham conteúdo alcoólico relativamente baixo, como, por exemplo, o vinho e a cerveja, já que dependiam exclusivamente do processo de fermentação. Com o advento do processo de destilação, introduzido na Europa pelos árabes na Idade Média, surgiram novos tipos de bebidas alcoólicas, que passaram a ser utilizadas em sua forma destilada.
Nessa época, esse tipo de bebida passou a ser considerado um remédio para todas as doenças, “dissipavam as preocupações mais rapidamente que o vinho e a cerveja, alem de produzirem um alívio mais eficiente da dor”, surgindo, então a palavra uísque (do gálico usquebaugh, que significa “água da vida”).

A partir da Revolução Industrial, registrou-se grande aumento na oferta desse tipo de bebida, contribuindo para maior consumo e, conseqüentemente, gerando aumento no numero de pessoas que passaram a apresentar algum tipo de problema decorrente do uso excessivo de álcool.

Aspectos gerais: apesar do desconhecimento por parte da maioria das pessoas, o álcool também é considerado uma droga psicotrópica, pois atua no sistema nervoso central, provocando mudança no comportamento de quem o consome, além de ter potencial para desenvolver dependência.

O álcool é uma das poucas drogas psicotrópicas que tem seu consumo admitido e até incentivado pela sociedade. Esse é um dos motivos pelos quais ele é encarado de forma diferenciada, quando comparado com as demais drogas.
Apesar de sua ampla aceitação social, o consumo de bebidas alcoólicas, quando excessivo, passa a ser um problema. Além dos inúmeros acidentes de trânsito e da violência associada a episódios de embriaguez, o consumo de álcool a longo prazo, dependendo da dose, freqüência e circunstâncias, pode provocar um quadro de dependência conhecido como alcoolismo.

Dessa forma, o consumo inadequado do álcool é um importante problema de saúde publica, especialmente nas sociedades ocidentais, acarretando altos custos para a sociedade e envolvendo questões médicas, psicológicas, profissionais e familiares. Efeitos agudos: a ingestão de álcool provoca diversos efeitos, que aparecem em duas fases distintas: uma estimulante e outra depressora.

Nos primeiros momentos após a ingestão de álcool, podem aparecer os efeitos estimulantes, como euforia, desinibição e loquacidade (maior facilidade para falar). Com o passar do tempo, começam a surgir os efeitos depressores, como falta de coordenação motora, descontrole e sono. Quando o consumo é muito exagerado, o efeito depressor fica exacerbado, podendo até mesmo provocar o estado de coma.

Os efeitos do álcool variam de intensidade de acordo com as características pessoais. Por exemplo, uma pessoa acostumada a consumir bebidas alcoólicas sentirá os efeitos do álcool com menor intensidade, quando comparada com outra que não está acostumada a beber. Um outro exemplo está relacionado à estrutura física: a pessoa com estrutura física de grande porte terá maior resistência aos efeitos do álcool.
O consumo de bebidas alcoólicas também pode desencadear alguns efeitos desagradáveis, como enrubecimento da face, dor de cabeça e mal-estar geral. Esses efeitos são mais intensos para algumas pessoas cujo organismo tem dificuldade de metabolizar o álcool.

Álcool e trânsito: a ingestão do álcool, mesmo em pequenas quantidades, diminui a coordenação motora e os reflexos, comprometendo a capacidade de dirigir veículos ou operar outras máquinas. Pesquisas revelam que grande parte dos acidentes é provocada por motoristas que haviam bebido antes de dirigir. Nesse sentido, segundo a legislação brasileira (Código Nacional de Trânsito, que passou a vigorar em janeiro de 1998), deverá ser penalizado todo motorista que apresentar mais de 0,6g de álcool por litro de sangue.
A quantidade de álcool necessária para atingir essa concentração no sangue é equivalente a beber cerca de 600ml de cerveja (duas latas de cerveja ou três copos de chopp), 200ml de vinho (duas taças) ou 80ml de destilados (duas doses). Alcoolismo: como já citado neste texto, a pessoa que consome bebidas alcoólicas de forma excessivas, ao longo do tempo, pode desenvolver dependência, condição conhecida como alcoolismo. Os fatores que podem levar ao alcoolismo são variados, envolvendo aspectos de origem biológica, psicológica e sócio-cultural. A dependência do álcool é condição freqüente, atingindo cerca de 10% da população adulta brasileira.

A transição do beber moderado problemático ocorre de forma lenta, tendo uma interface que, em geral, leva vários anos. Alguns sinais de dependência do álcool são: desenvolvimento da tolerância, ou seja, a necessidade de beber maiores quantidades de álcool para obter os mesmos efeitos; aumento da importância do álcool na vida da pessoa; percepção do “grande desejo” de beber e da falta de controle em relação a quando parar; síndrome de abstinência (aparecimento de sintomas desagradáveis após ter ficado algumas horas sem beber) e aumento da ingestão de álcool para aliviar essa síndrome.

A síndrome de abstinência do álcool é um quadro que aparece pela redução ou parada brusca da ingestão de bebidas alcoólicas, após um período de consumi crônico. A síndrome tem inicio 6 a 8 horas após a parada da ingestão de álcool, sendo caracterizada por tremor das mãos, acompanhado de distúrbios gastrintestinais, distúrbios do sono e estado de inquietação geral (abstinência leve). Cerca de 5% dos que entram em abstinência leve evoluem para a síndrome de abstinência grave ou delirium tremens que, alem da acentuação dos sinais e sintomas anteriormente referidos, se caracteriza por tremores generalizados, agitação intensa e desorientação no tempo e no espaço.
Efeitos sobre outras partes do corpo: os indivíduos dependentes do álcool podem desenvolver varias doenças. As mais freqüentes são as relacionadas ao fígado (esteatose hepática, hepatite alcoólica e cirrose).
Também são freqüentes problemas do aparelho digestivo (gastrite, síndrome de má absorção e pancreatite) e do sistema cardiovascular (hipertensão e problemas cardíacos). Há, ainda, casos de polineurite alcoólica, caracterizada por dor, formigamento e cãibras nos membros inferiores.

Durante a gravidez: o consumo de bebidas alcoólicas durante a gestação pode trazer conseqüências para o recém-nascido, e, quanto maior o consumo, maior o risco de prejudicar o feto. Dessa forma, é recomendável que toda gestante evite o consumo de bebidas alcoólicas, não só ao longo da gestação, como também durante todo o período de amamentação, pois o álcool pode passar para o bebê através do leite materno.
Cerca de um terço dos bebês de mães dependentes do álcool, que fizeram uso excessivo dessa droga durante a gravidez, é afetado pela “síndrome fetal pelo álcool”. Os recém-nascidos apresentam sinais de irritação, mamam e dormem pouco, além de apresentarem tremores (sintomas que lembram a síndrome de abstinência). As crianças gravemente afetadas, e que conseguem sobreviver aos primeiros momentos de vida, podem apresentar problemas físicos e mentais que variam de intensidade de acordo com a gravidade do caso.

Anfetaminas
As anfetaminas são drogas estimulantes da atividade do sistema nervoso central, isto é, fazem o cérebro trabalhar mais depressa, deixando as pessoas mais “acesas”, “ligadas”, com “menos sono”, “elétrica”, etc.
São chamadas de “rebite”, principalmente entre os motoristas que precisam dirigir durante várias horas seguidas sem descanso, a fim de cumprir prazos predeterminados. Também são conhecidas como “bola” por estudantes que passam noites inteiras estudando, ou por pessoas que costumam fazer regimes de emagrecimento sem acompanhamento médico.

Nos Estados Unidos, a metanfelamina (uma anfetamina) tem sido muito consumida na forma fumada em cachimbos, recebendo o nome de “ICE” (gelo).

Outra anfetamina, metilenodioximetanfetamina (MDMA), também conhecida pelo nome “êxtase”, tem sido uma das drogas com maior aceitação pela juventude inglesa e agora, também, apresenta um consumo crescente nos Estados Unidos.

As anfetaminas são drogas sintéticas, fabricadas em laboratório. Não são, portanto, produtos naturais. Existem várias drogas sintéticas que pertencem ao grupo das anfetaminas, e como cada uma delas pode ser comercializada sob a forma de remédio.

Efeitos no cérebro: As anfetaminas agem de maneira ampla afetando vários comportamentos do ser humano. A pessoa sob sua ação tem insônia ( isto é, fica com menos sono), inapetência (perde o apetite), sente-se cheia de energia e fala mais rápido, ficando “ligada”.
Assim, o motorista que toma o “rebite” para não dormir, o estudante que ingere “bola” para varar a noite estudando, um gordinho que as engole regularmente para emagrecer ou, ainda, uma pessoa que se injeta com uma ampola de Pervitin ou com comprimidos dissolvidos em água para ficar “ligadão” ou ter um “baque” estão na realidade tomando drogas anfetamínicas.

A pessoa que toma anfetaminas é capaz de executar uma atividade qualquer por mais tempo, sentindo menos cansaço. Este só aparece horas mais tarde, quando a droga já se foi do organismo; se nova dose for tomada as energias voltam, embora com menos intensidade. De qualquer maneira, as anfetaminas fazem com que o organismo reaja acima de suas capacidades, esforços excessivos, o que logicamente é prejudicial para a saúde. E, o pior é que a pessoa ao parar de tomar sente uma grande falta de energia (astenia), ficando bastante deprimida, o que também é prejudicial, pois nem consegue realizar as tarefas que normalmente fazia anteriormente ao uso dessas drogas.

Efeitos sobre outras partes do corpo: As anfetaminas não exercem somente efeitos no cérebro. Assim, agem na pupila dos olhos produzindo dilatação (midríase); esse efeito é prejudicial para os motoristas, pois à noite ficam mais ofuscados pelos faróis dos carros em direção contrária. Elas também causam aumento do número de batimentos do coração (taquicardia) e da pressão sangüínea. Também pode haver sérios prejuízos à saúde das pessoas que já têm problemas cardíacos ou de pressão, que façam uso prolongado dessas drogas sem acompanhamento médico, ou ainda que se utilizam de doses excessivas.

Efeitos Tóxicos: se uma pessoa exagera na dose (toma vários comprimidos de uma só vez), todos os efeitos anteriormente descritos ficam mais acentuados e podem surgir comportamentos diferentes do normal: fica mais agressiva, irritadiça, começa a suspeitar de outros estão tramando contra ela - é o chamado delírio persecutório. Dependendo do excesso da dose e da sensibilidade da pessoa, pode ocorrer um verdadeiro estado de paranóia e até alucinações. É a psicose anfetamínica. Os sinais físicos ficam também muito evidentes: midríase acentuada, pele pálida (devido a contração dos vasos sanguíneos) e taquicardia. Essas intoxicações são graves, e a pessoa geralmente precisa ser internada até a desintoxicação completa. Às vezes, durante a intoxicação, a temperatura aumenta muito e isso é bastante perigoso, pois pode levar a convulsões.

Finalmente, trabalhos recentes em animais de laboratórios mostram que o uso continuado de anfetaminas pode levar à degeneração de determinadas células do cérebro. Esse achado indica a possibilidade de o uso crônico de anfetaminas produzir lesões irreversíveis em pessoas que abusam dessas drogas.

Aspectos gerais: quando uma anfetamina é continuamente tomada por uma pessoa, esta começa a perceber, com o tempo, que a cada dia a droga produz menos efeitos; assim, para obter o que deseja, precisa tomar cada dia doses maiores. Há até casos que 1 a 2 comprimidos a pessoa passou a tomar até 40 a 60 comprimidos diariamente. Esse é o fenômeno de tolerância, ou seja, o organismo acaba por se acostumar ou ficar tolerante à droga. Por outro lado, o tempo prolongado de uso também pode trazer uma sensibilização do organismo aos efeitos desagradáveis (paranóia, agressividade, etc.), ou seja, com pequenas doses o indivíduo já manifesta esses sintomas.

Discute-se até hoje se uma pessoa que vinha tomando anfetamina há tempos e pára de tomar apresentaria sinais dessa interrupção da droga, ou seja, se teria uma síndrome de abstinência. Ao que se sabe, algumas podem ficar nessas condições em um estado de grande depressão, difícil de ser suportada; entretanto, não é regra geral.

Informações sobre consumo: o consumo dessas drogas no Brasil chega a ser alarmante, tanto que até a Organização das Nações Unidas vem alertando o Governo brasileiro a respeito. Por exemplo, entre estudantes brasileiros do ensino médio das dez maiores capitais do País, 4,4% revelaram já ter experimentado pelo menos uma vez na vida uma droga tipo anfetamina. O uso freqüente (6 ou mais vezes no mês) foi relatado por 0,7% dos estudantes, sendo mais comum entre as meninas.
Outro dado preocupante diz respeito ao total consumido no Brasil: em 1995 atingiu mais de 20 toneladas, o que significa muitos milhões de doses.

MACONHA

É uma planta cuja origem gera discussões entre os estudiosos, pois, enquanto alguns a consideram de origem chinesa, outros encontram na Índia as suas raízes. O certo e nisso há um consenso, é que se pode afirmar ser a maconha de origem asiática. A maconha já era conhecida há pelo menos 5.000 anos, sendo utilizada para fins medicinais. Até o inicio do presente século, a maconha era considerada em vários países, inclusive no Brasil, como um medicamento útil para vários males. E também já era utilizada para fins não-médicos por pessoas desejosas de sentir “coisas diferentes” e que a utilizavam de maneira abusiva.

Conseqüência deste abuso, e de um certo exagero sobre os seus efeitos maléficos, a planta foi proibida em praticamente todo mundo ocidental, nos últimos 50 anos.
A maconha, cuja planta atinge cerca de 3 metros, tem pelo menos 200 denominações pelas quais é conhecida, entre elas: maconha, dimba, liamba, fininho, seda, etc, no Brasil; marijuana, no México; hashish, no Oriente Médio (daí a denominação “assassino” que provém de “hashishinos”, os que usam a droga).

Seu nome cientifico é Cannabis sativa, tendo sido classificada pelo médico naturalista sueco Carolous Linnauas, em 1753.
Os seus vários tipos produzem desde intoxicações até reações violetas. O que determina o efeito psico - ativo (alteração de mente) da planta, é o tetra-hidro-canabinol (THC), mas o resultado fundamental depende do comportamento do individuo diante da droga, ou seja, sua condição física e mental e a reação que droga por si mesma pode provocar.
A maneira mais usual do seu consumo é pelo cigarro comum, feito com as folhas secas da planta, porem pode ser ingerida, ainda, como bebida ou comida.

Quando a maconha é fumada, 50% do THC é rapidamente absorvido pela corrente sangüínea, produzindo efeitos clínicos que se iniciam dentro de 5 minutos e podem durar até 2 horas ou mais, após uma única tragada. Uma única dose de THC pode levar 30 dias para ser completamente eliminada do organismo.
O uso freqüente da maconha permite que o THC se acumule no organismo. Sua eliminação (excreção) é lenta, sendo que a maior fração de THC aparece nas fezes.
Cerca de 15% da dose sofre a recirculação intestino-fígado, contribuindo, ainda mais para a retenção prolongada.

MANIFESTAÇÕES FÍSICAS
-Taquicardia- aumento da freqüência dos batimentos cardíacos:120/por minuto (normal: 70/80 por minuto).
-Olhos avermelhados e congestão.
-Boca e garganta secas.
-Hipertensão arterial.
-Aumento do apetite.

CRÔNICAS PULMONARES
-A fumaça inalada tem alto teor de alcatrão, muito superior ao tabaco.
-Bronquites
-Câncer do pulmão - o efeito cancerígeno da maconha é muito grande nos usuários da droga. A substancia chamada Benzopireno é o agente cancerígeno.

HORMONAL
-Testosterona - Hormônio masculino, diminuição em até 60% da quantidade normal.
-Espermatozóide – Há uma diminuição que pode levar a uma infertilidade com dificuldade de gerar filhos.
NOTA: Este efeito desaparece quando o usuário deixa de fumar a maconha.

IMUNOLÓGICOS
Há recentes trabalhos que relacionam a maconha à diminuição da resistência orgânica, facilitando o aparecimento de doenças infecto-contagiosas, inclusive a AIDS.

MANIFESTAÇÕES PSÍQUICAS AGUDAS
Dependendo da quantidade da maconha fumada e da sensibilidade de quem fuma: Para uma parte das pessoas: Sensação de bem-estar, acompanhada de calma e relaxamento; diminuição da fadiga; vontade de rir; tagarelice.

Para outras pessoas: Os efeitos são: angústia, temor de perder o controle da cabeça; tremores sudorese intensa, depressão e sonolência.
No geral, perturbação da capacidade de pessoa a calcular tempo e espaço. O usuário da droga tem a sensação de que se passarem horas, quando na realidade foram apenas alguns minutos. Um túnel de 10m de comprimento pode parecer como sendo de 50 ou 100m. quando os usuários dirigem automóveis, motos ou máquinas, os acidentes são mais freqüentes, justamente por esse motivo, ou seja, a falta de percepção de distância.

OUTROS SINTOMAS:
-redução na atenção.
-Redução da memória a curto prazo.
-Redução na capacidade de cumprir tarefas que requeiram concentração e coordenação.
-Delírio – manifestação mental pela qual a pessoa faz um juízo errado do que vê ou ouve.
-Alucinação - percepção sem objeto, que pode ser terrificante.

CRÔNICAS
O uso continuado da maconha leva a uma diminuição:
-Da capacidade de aprendizagem.
-Da capacidade de memorização.

SÍNDROME AMOTIVACIONAL
Por tais razões é que se recomenda:
-aumento do numero de pesquisas sobre os efeitos da Cannabis (maconha).
A maconha deve continuar como uma droga entorpecente na legislação, como aparece na Convenção Única sobre Entorpecente – ONU, 1961 – não se concordando com a liberação do uso, conforme pretensão de minoria.

-desenvolver-se uma política que vá ao encontro com a realidade brasileira, uma política adequada ao problema.
-Incentivar-se o diálogo entre comunidade/sociedade, ambiente universitário/cientifico com a participação da juventude.
-Trabalho unificado da policias civil, militar e federal na prevenção, fiscalização e repressão de seu uso, com intercambio de informações, troca de idéias e dados estatísticos.

COCAÍNA
A cocaína é o mais potente estimulante de origem natural que se conhece. É extraída das folhas da planta de coca cujo nome é Erythoxylon coca, originaria das regiões montanhosas dos Andes, principalmente Peru e Bolívia. A planta tem uma altura que varia ½ a 1,5m, flores amarelas e frutos carnosos de um vermelho encarnado. Sua folha é bastante característica, de forma ovalada, com 4 a 6cm de comprimento por 2 a 3cm de largura. Esmagada com os pés ou prensada em grandes prensas, produz uma resina que é submetida a um tratamento com várias substancias até se transformar em cloridrato de cocaína, que é a forma de uso nos dias atuais.

Seu uso remonta à época imemorial, pois existem registros históricos que datam de 12 séculos atrás entre as nações incas, que praticavam o “coqueiro,” isto é, a mastigação das folhas de coca, não rara vezes, misturadas a substancias alcalinas (calcário, e até excremento de aves chamado “guano” ) potencializava seus efeitos, sendo usada para combater a sede, a fome e a fadiga. Essa pasta misturada com a salivação abundante era usada pelos incas também como anestesia local, até nas trepanações ( operação com extração de porções ósseas, geralmente feitas no cérebro), praticada largamente pela civilizações adiantadas da América pré-colombiana. Suas folhas foram levada a Europa por volta de 1860, tornando-se útil na cirúrgias oftalmológicas, para as quais não existia, até então, nenhuma droga adequada. Foi muito utilizada, ainda, nas cirurgias de nariz e garganta, devido a sua capacidade de anestesiar e produzir, simultaneamente, a contrição dos vasos sanguineos, limitando, assim, a hemorragia. Porém, o entusiasmo durou pouco tempo, pois os efeitos colaterais maléficos não tardaram a manifestar-se e sua eficácia nas terapêuticas é inicialmente indicada não foi a esperada. Após ter sido utilizada por breve período como anestésico local, logo se tornou obsoleta pela descoberta de drogas mais eficazes e menos perigosas como a novocaína e a xilocaína, ambas sintéticas e sem os efeitos indesejáveis da cocaína.

O seu produto final mais conhecido é o cloridrato que resulta da manipulação do látex é extraído das folhas da planta, após lavagem em querosene, cal virgem, água, ácido clorídrico, álcool e precipitação numa solução de éter e acetona. Sua aparência é de um pó branco, cristalino, com odor aromático e sabor amargo que deixa na língua uma impressão particular de anestesia. Funde a 98°C.

No inicio da administração da droga, a um aumento da pressão sanguinea gerado pelo seu poder de vasocontrição. No entanto, gradualmente, essa pressão sanguinea vai caindo à medida que o estimulo por ela provocado é seguido de depressão. Isso se inicia no córtex cerebral e gradativamente vai atingindo a medula. Caso a dose seja muito elevada, a depressão continuará até que a ausência da respiração resulte em morte.

SINTOMAS DE USO:
- Perda do apetite, perda do sono, ativação, excitação, diminuição da fadiga, excessiva vivacidade, euforia, eloqüência.

SINAIS DO USO: - Dilatação da pupilas, taquicardia, dores de cabeça, náuseas, vômitos, congestão facial, aumento da temperatura corporal, perda de peso, corrimento nasal crônico e atrofia do septo nasal.

SINTOMAS DO SUPER USO: - Reflexos exacerbados, tremores, vômitos persistentes, delírios e ilusões paranóides, convulsões (ataques), parada cardíaca e respiratória, e morte.
A cocaína pode transforma em dependentes químicos até 70% dos seus usuários. Essa é uma das razoes que dificultam o abandona da droga e fazem com que não existam curas fáceis. O dependente de cocaína que queira abandonar a droga precisa submeter-se a um tratamento múltiplo que incluam compensações biológicas, psicoterapia, terapia familiar e até a modificação da dieta. Segundo especialistas o consumo de cocaína “um pacto com o diabo” e significam um compromisso para toda a vida, daí a necessidade de um esforço concentrado pra que dependente dessa maldita droga possam reencontrar o caminho de volta à liberdade, à saúde, enfim... à vida.

 

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