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Este canal tem a finalidade de alertar e ajudar as famílias, aqui você encontra várias dicas de como identificar o problema, e todo o procedimento a ser tomado no caso de dependência química.
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"Errar, errar de novo, errar melhor"
A família no tratamento significa buscar um novo elo entre os seus membros. Um novo casamento, uma nova criação dos filhos, uma nova imagem do pai e da mãe. O caminho novo a seguir é incerto e por isso sujeito a erros. Muitos erros surgirão. Impossível não errar dentro de uma situação tão complexa como essa. Aliás só não cometem erros aqueles que nada tentam... A todo instante tais erros precisam ser conversados, discutidos a fundo entre os membros a equipe profissional que os assiste. Tratar o dependente não se resume à busca pela abstinência. É também a construção de um novo estilo de vida. Para o dependente e para a família
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FAMÍLIA
A Família é fundamental para o sucesso do tratamento da dependência química. Pensar que tudo se resolverá a partir de uma internação ou após algumas consultas médicas é uma armadilha que não polpa a mais sincera tentativa de tratamento.
A dependência é um problema que se estruturou aos poucos na vida da pessoa. Muitas vezes, levou anos para aparecer. Muitas coisas foram afetadas: o desempenho escolar, a eficiência no trabalho, a qualidade dos relacionamentos, o apoio da família, a confiança do patrão, o respeito dos empregados. Como esperar, então, que algo presente na vida de alguém há tempo e que lhe trouxe tantos comprometimentos desapareça de repente? Quem decide começar um tratamento se depara com os sintomas de desconforto da falta da droga e, além disso, com um futuro prejudicado pela falta de suporte, que o indivíduo perdeu ou deixou de adquirir ao longo da sua história de dependência
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O DEPENDENTE MUITAS VEZES NÃO TEM A NOÇÃO COMPLETA DA GRAVIDADE DO SEU ESTADO.
Por mais que deseje o tratamento, acha que as coisas serão mais fáceis do que imagina. Por conta disso, se expõe a situações de risco que podem leva-lo de volta ao consumo. |
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O DEPENDENTE SENTE A NECESSIDADE DE "SE TRATAR", EXPONDO-SE A SITUAÇÕEA DE RISCO PARA VER SE SEU ESFORÇO ESTÁ VALENDO A PENA.
A família deve ajuda-lo estabelecendo com o dependente regras que ajudem a afasta-lo da recaída. Todo o tratamento começa com um mapeamento dos fatores e locais de risco de recaída. A família deve ajudar o dependente a evitar esses locais. Isso não deve ser feito de modo policial. Não se trata de fiscalizar. Trata-se, sim, de chamá-lo à reflexão e a responsabilidade sempre que esse, sem perceber ou se testar se expuser ao risco da recaída. |
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FAMILIA AGENTE DE PREVENÇÃO
Pesquisadores constataram que tanto a qualidade no vínculo entre pais e filhos quanto a percepção (feita pelos filhos) do uso excessivo de álcool pelos pais estiveram associados com o uso de álcool pelos adolescentes. Conviver com pais que bebem excessivamente está relacionado com maior consumo de álcool pelos adolescentes e com mais casos de embriaguez na vida ao passo que a melhor qualidade no vínculo familiar se mostrou importante fator de proteção no uso de álcool por menores de idade. Ademais, os autores observaram que famílias (tanto aquelas com e sem uso excessivo de álcool pelos pais) cujos pais com qualidade positiva de relacionamento apresentaram importante fator de proteção no uso de álcool pelos filhos.
Por fim, os autores especulam que a qualidade no vínculo familiar seja um importante mecanismo de controle social por meio do qual os adolescentes passam a adotar normas sociais e familiares mais convencionais.
Título: Family bonding and adolescent alcohol use: moderating effect of living with excessive drinking parents
Autores: Herve Kuendig e Emmanuel Kuntsche
Fonte: Alcohol & Alcoholism Vol. 41, No. 4, pp. 464–471, 2006
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O DEPENDENTE SENTE DIFICULDADES EM ORGANIZAR NOVAS ROTINAS PARA SUA VIDA SEM AS DROGAS.
O dependente de drogas precisa de apoio para superar as dificuldades e estabelecer um novo modo de vida sem drogas. Vários fatores interferem nessa tarefa. A pessoa pode estar fora do mercado de trabalho há muitos anos, desatualizada e sem contatos que lhe proporcionem voltar em curto prazo. Pode ter saído da escola muito jovem e agora está pouco qualificado para um bom emprego. Há dificuldade em se relacionar com as pessoas, agüentar as frustrações, saber esperar a hora certa para tomar a melhor atitude. A autocrítica do dependente por vezes é dura consigo mesmo. Deixa um clima depressivo e de fracasso no ar. Isso pode fazer com que os planos para o tratamento sejam deixados de lado. |
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A FAMÍLIA NO TRATAMENTO MOSTRA QUE O DIÁLOGO AINDA EXISTE.
A rotina da dependência química traz ressentimentos para todos. Muita roupa suja vai ser lavada. No entanto, é preciso entender que se trata de uma doença. Em um primeiro momento a motivação do dependente para a mudança e do apoio da família para mantê-lo motivado são importantíssimos. Isso demonstra que a família ainda é capaz de se unir, conversar e resolver seus problemas. Quando o momento de ir para o tanque chegar, todos estarão fortalecidos e o assunto será tratado com mais ponderação e menos emoção. |
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SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA
É o conjunto de transtornos fisiológicos causados num fármaco- dependente, quando ocorrer a suspensão brusca, parcial ou totalmente, da ingestão da droga, ou quando as doses não são suficientes para manter a fase de compensação, ocorrendo então um estado geral de mal-estar no usuário. A síndrome pode ocasionar calafrios, tremores, vômitos, náuseas, diarréias, sudorese, confusão mental, delírios, convulsões, dores generalizadas, etc. Os transtornos fisiológicos diferem conforme o tipo de droga, intensidade de uso e da sua toxidade.
TOLERÂNCIA
É a adaptação do organismo à adição da droga, obrigando o usuário a aumentar dosagem para obter os mesmos resultados. Pode ocorrer a tolerância cruzada, isto é, quando uma determinada droga confere ao organismo a tolerância de outras drogas.
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ENTREVISTA MOTIVACIONAL
A motivação caracteriza-se como processo dinâmico segundo o modelo transteórico, desenvolvido por Prochasca e Diclement (1983). Este modelo descreve os estágios de mudança comportamental por meio dos quais o indivíduo “transita” de forma não linear; estes estágios são conhecidos como pré-contemplação, contemplação, determinação, ação, manutenção e recaída. A entrevista motivacional (EM) é uma abordagem criada para auxiliar o indivíduo a reconhecer seus problemas quando há ambivalência quanto à mudança comportamental e estimular o comprometimento para a realização dessa mudança por meio de abordagem psicoterápica encorajadora. Um aspecto relevante é a origem da influência da motivação que pode ser externa (pressões, ações coercitivas) ou interna (motivação que vem do próprio indivíduo). |
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